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Image by Art Institute of Chicago

Encruzilhadas queer no direito

2ª edição revista e ampliada

O que acontece quando o direito conquista vitórias, mas deixa para trás perguntas incômodas que insistem em não desaparecer?


Encruzilhadas Queer no Direito é uma obra que enfrenta as zonas de desconforto produzidas pelas conquistas jurídicas ligadas às lutas de gênero e sexualidade. Sem negar os avanços históricos, o livro interroga os limites do reconhecimento legal e expõe as tensões que emergem quando a liberdade é reduzida a marcos normativos estáveis. A questão central atravessa todo o texto: qual o custo político, ético e subjetivo das vitórias jurídicas quando parte da radicalidade das lutas dissidentes é neutralizada? Ao longo da obra, o direito é colocado sob suspeita, não como espaço exclusivo de justiça, mas como campo atravessado por exclusões, silenciamentos e acomodações. O livro aborda temas como crítica queer, políticas de reconhecimento, limites do casamento igualitário, processos de sujeição jurídica, subjetividades dissidentes e a tensão permanente entre direito e liberdade. Ao leitor, a obra oferece ferramentas críticas para pensar o direito para além das soluções prontas, mantendo viva a inquietação diante do que foi esquecido, deixado de lado ou absorvido de forma acrítica.

O livro propõe uma crítica consistente às políticas jurídicas de reconhecimento, demonstrando como elas podem, simultaneamente, ampliar direitos e limitar possibilidades de liberdade. Ao deslocar o debate para além da ideia de justiça como algo plenamente realizável no interior do direito, o autor oferece uma reflexão densa sobre os mecanismos de normalização que acompanham processos emancipatórios. A escrita articula teoria do direito, estudos queer e sociologia jurídica, dialogando com leitores da graduação, da pós-graduação e profissionais interessados em compreender os impasses contemporâneos das agendas LGBTQIA+ no campo jurídico. A obra se destaca por não oferecer respostas fechadas, mas por sustentar a crítica como prática contínua. Trata-se de um livro que provoca o leitor a permanecer atento às insuficiências do direito, reconhecendo-o como espaço de disputa, atravessamento e permanente instabilidade.

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